terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O eterno carnaval



De fato, como se poderia tratar ainda de 'circunscrever' a desordem e encerrá-la em limites rigorosamente definidos, quando está espalhada por toda parte e se manifesta sem cessar em todos os domínios em que se exerce a atividade humana? Se nos mantivermos presos às aparências exteriores e a um ponto de vista simplesmente 'estético', poderíamos ser tentados a nos congratular com o desaparecimento quase completo dessas festas, em especial pelo aspecto 'disforme' de que se revestem, como é inevitável. Mas essa desaparição, ao contrário, quando se vai ao fundo das coisas, constitui-se em sintoma muito pouco tranqüilizador, pois revela que a desordem irrompeu em todo curso da existência e se generalizou a tal ponto que, pode-se dizer, estamos na realidade vivendo um sinistro e 'eterno carnaval'. RENÉ GUÉNON. Sobre a Significação das Festas Carnavalescas. Études Traditionnelles, dez. 1945.   



"O culto ao trabalho, a ideologia do produtivismo, a ideia, enfim, de que ano só começa mesmo na Quaresma é, tudo isso, parte da ideologia moderna que rejeitamos"



"A verdade é que, enquanto sociólogos e intelectuais deslumbrados fazem a apologia carnavalesca, o povo ou a parte maior dele odeia o carnaval"

 

"Um Momo que se senta em seu trono o ano todo devorará cada um dos filhos e foliões, sem nunca se saciar – eis a tirania de Momo, a tirania do sarcamo, do deboche, da maledicência, da sacanagem sem fim"

 
O que pensamos em escrever, mas não queremos fazer, é uma defesa das festas populares como o carnaval e, ao mesmo tempo, uma denúncia do carnaval – em pleno carnaval. Poderíamos, é verdade, falar sobre como a indústria do entretenimento sequestrou uma festa popular, o antigo entrudo português e brasileiro, aquele das marchinhas de rua e dos blocos populares, e, à maneira do que aconteceu com o futebol, o transformou em festa privada com ingressos e abadás de milhares de reais em torno de uma indústria cultural musical decadente. Mas não faremos isso.

Seria melhor escrevermos, agora fazendo o elogio, sobre como o culto ao trabalho, a ideologia do produtivismo - a ideia, enfim, de que o ano só começa mesmo na Quaresma é, tudo isso, parte da ideologia moderna que rejeitamos; do mesmo grande paradigma moderno que fundamenta os principais paradigmas políticos da modernidade (liberal, socialista e nacionalista). As festividades, o ócio, contudo, não são apenas o intervalo entre uma jornada de trabalho e outra – são parte da vida; precisamente a parte que o culto do progresso pretende suprimir. Podemos ler, para o caso europeu, o que Peter Burke escreveu sobre a cultura popular (europeia), o que Bakhtin escreveu (idem) e, assim, podemos, sem saudosismos, ter um vislumbre do que é ou o que era a cultura popular e a vida social “pré-moderna” – que ainda coexiste de diferentes formas dentro da modernidade mesma. Para fazer o elogio das festas populares, poderíamos citar aqui as Saturnálias, a Antestéria e outras tantas – citando Sir James Frazer, Mircea Eliade, Carlo Ginzburg, Georges Dumézil etc etc.

Poderíamos, ainda, falar de nossa condição colonial, de um calendário litúrgico transplantado, adaptado, de um carnaval arquetípico no qual um Rei saturnal de uma antiga era de Ouro reina durante a festa só para ser sacrificado ao final dela; poderíamos falar de um carnaval do hemisfério norte que marca e celebra o fim do inverno, o fim do gelo e que, por isso, é festa da fertilidade tanto quanto é uma festa dos mortos e que tudo isso adquire outro sentido quando é comemorado em meio ao verão subtropical, assim como ocorre, por aqui, com o Natal e o Dia das Bruxas – Papai Noel suado (sem contar o descompasso que há em celebrar um excesso carnavalesco depois do qual não há mais a abstenção de carne da Quaresma e sem contar ainda a situação deslocada de uma massa urbana produto do êxodo rural celebrando festividades de um calendário litúrgico relacionado às estações do ano e as colheitas). Poderíamos – mas não falaremos de nada disso.

Poderíamos falar sobre como, diferentemente dessa Europa pré-moderna, o Ocidente é o império do Logos, um Logos decaído (como o sol ao oeste) – império da técnica, reino da quantidade; poderíamos afirmar, como afirmaram José Carlos Mariátegui, Georges Sorel, Glauber Rocha e outros, que o povo também precisa do Mito e do Caos e sobre como essa é a pauta de diferentes movimentos identitários, tradicionalistas, pós-estruturalistas e outros tantos que, na Europa, buscam ressacralizar a vida ou subverter um projeto de modernidade; poderíamos, ainda, falar sobre como o caso do Brasil e da América Latina é curioso porque nos é imposto um modelo de Ocidente (ao qual nunca pertenceremos por inteiro) quando, ao mesmo tempo, sabemos que esse paradigma nunca penetrou a alma de nossos povos latino-americanos.

Poderíamos falar, e, agora, talvez até falemos, que é por isso que, por vezes, parece sem sentido fazer a defesa do transe, do sonho, do mito e da noite em um Brasil que já é permeado e possuído, em maior ou menor grau, pelo candomblé, o catolicismo popular e o carismático, o pentecostalismo profético e extático. Poderíamos escrever (porque sobre isso não se fala; só se escreve) sobre como o projeto iluminista de civilização ocidental com que a elite modernista tenta capturar os povos do Brasil deve ser rejeitado, no espírito do que escrevia Oliveira Viana sobre o abismo que existe entre um suposto Brasil real profundo e o Brasil positivista e burocrático.

Poderíamos, finalmente, discursar sobre como neoliberais, marxistas maoístas, esquerda burguesa e outros querem, todos, domar e domesticar um suposto Brasil arcaico, selvagem, “populista”, “patrimonialista” – e sobre como, na contramão desses e paralelo a esses (segunda voz da canção), há os que fazem o elogio do fatalismo, do misticismo e do passional.

***

Ao invés disso, diremos algo mais banal: a verdade é que, enquanto sociólogos e intelectuais deslumbrados fazem a apologia carnavalesca, o povo ou a parte maior dele odeia o carnaval: diferentes pesquisas (as quais não citaremos) mostrarão que algo entre 60% e 70% da população despreza essa erupção de força vital, esse rito de liberdade, essa bagunça catártica que supostamente contrasta com o restante do ano regido pela mecânica do trabalho e a lógica do cálculo e a razão utilitária. Seja como for, a maior parte dos brasileiros, em diferentes regiões, não sente senão asco diante desse espetáculo de turismo sexual, narcóticos, roubos e furtos, as ruas banhadas por litros de uma urina fermentada onipresente e espumante que se confunde com a cerveja enlatada de qualidade duvidosa que patrocina boa parte da festa.

Por que essa maioria recalcitrante, que descansa em casa assistindo enlatados ou novelas americanas, não deseja participar da festa da liberdade? É que o exercício mesmo da liberdade, para poder acontecer, requer alguma ordem. Chiaroscuro. E ordem é que falta – embora esteja escrito lá na bandeira nacional. Um carnaval que se prolongasse, como uma maré cheia, pelo calendário inteiro seria bastante parecido com um pesadelo e tal é o pesadelo brasileiro, que consiste em viver espremido e suado em vagões de trem e ônibus impossivelmente lotados, em meio a odores, apalpadores, tarados, o eventual peidorrento inconveniente – tudo ao longo duma jornada que pode se iniciar às cinco da manhã e se arrastar por duas ou mais horas em meio ao caos de um trânsito em transe; tudo para tentar chegar em casa vivo, abrindo caminho em meio às pistas esburacadas, as vias escuras e massas de zumbis viciados em crack, assaltantes e a orgia de violência, bagunça, sujeira, filas intermináveis e os meandros de burocracia barroca e esotérica e especulação imobiliária, corrupção policial e exploração trabalhista que acompanham o dia a dia de cada brasileiro urbano, periférico, favelado e outros tantos num frenesi de excessos e absurdos. Só resta, assim, o hedonismo masoquista, a promiscuidade autodestrutiva, o alcoolismo proletário, a cachaça de todo fim de semana ou de todo dia e quiçá o transe escapista da sessão ou culto do qual não falamos mais acima – ou a ilusão e a hipnose de uma mídia em transe, a pornografia soft dos vídeo-clipes e hits do momento, o desfile interminável de bundas dos programas de auditório, o humor demente e distorcido dos memes obrigatórios e a orgia de violência criminal/policial que acompanha o noticiário da hora do almoço ou a androginia mefistofélica da última celebridade polêmica que a indústria confeccionou. É o carnaval perpétuo sobre o qual escreveu René Guénon, o qual não citaremos.

Poderíamos, depois de escrever esse textão que ninguém lerá, encerrar com uma nota de otimismo e um toque de ambivalência, para mostrarmos como somos sofisticados e como sabemos que as coisas são cheias de nuances, escrevendo, assim, que as escolas de samba são, sim, um veículo para a grande máfia brasileira do jogo do bicho, narcotráfico e empreiteiras lavar dinheiro e reproduzir sua legitimação junto ao povão – mas, ao mesmo tempo, as escolas também são um espaço de socialização comunitário, de construção dum ethos identitário afrobrasileiro ligado a uma cultura periférica não individualista do samba e dos mutirões da qual também participam alguns brancos e caboclos; assim como poderíamos, também, dizer que o carnavalesco bakhtiniano serviu de interface, no Brasil, para fazer a ponte entre uma cosmovisão europeia e outra africana sobre a vida e sobre a morte, bem como outras coisas mais no mesmo espírito. Não faremos, contudo, nada disso.

Melhor seria falar de Momo, esse filho da Noite, e sobre como um Momo que se senta em seu trono o ano todo devorará cada um dos filhos e foliões, sem nunca se saciar – eis a tirania de Momo, a tirania do sarcasmo, do deboche, da maledicência, da sacanagem sem fim; melhor seria escrevermos que, para além de reafirmar o caos, o arcaico e a noite, como fazem os decadentes europeus (e precisam!), precisamos, nós outros, descobrir e construir nosso próprio Logos luminoso, achar a nossa própria ordem, com uma lógica que nela sirva; despertarmos, enfim, do pesadelo de nossa viagem noturna febril e dar a Momo o que é de Momo – mas a Júpiter o que é de Júpiter. Com as graças de Têmis.

Uma versão ligeiramente diferente desse texto foi primeiramente publicada no site da Nova Resistência- Brasil.


Imagens:
Abaixo – Pieter Bruegel. Batalha entre o carnaval e a quaresma. 1559.
Acima – Zdzisław Beksiński. Sem título. Data desconhecida (provavelmente em algum momento entre 1978 e 1998).





Uriel Irigaray

Pesquisador e doutorando em antropologia social, militante, colaborador do Centro Russo-Brasileiro de Estudos da Multipolaridade, professor e tradutor.


domingo, 21 de janeiro de 2018

A Destruição da Paternidade e a Vilificação do Homem

Um tema de alto simbolismo recorrente na ficção e nos mitos é que a perda de entes queridos causa grandes modificações nas pessoas, sendo que o rapaz que perde uma figura paterna (podendo ser também um tio ou irmão mais velho) e termina por se tornar um herói é algo trivial, mas nem tanto o homem que perde esposa e filhos (ou irmãos mais novos) e se torna um vilão ou um anti herói.


Mas para esse também a lista é vasta, de Conde Drácula a Darth Vader, passando por clássicos do cinema como Dr. Phibes ou do universo de super heróis como Mr Freeze, ou mesmo por "heróis" questionáveis como Nicholas Marshal (Dark Justice) ou o próprio Frank Castle (The Punisher) - e até releituras de super vilões clássicos, como o Coringa em A Piada Mortal ou Hannibal Rising: o trauma da perda da mulher amada e/ou dos filhos ou irmã mais nova é o que desperta o demônio interior que teria ficado adormecido para sempre no homem comum (trato desses temas mais detalhamente em http://www.xr.pro.br/monografias/herois_da_areia.html).
Portanto, simbolicamente, retirar do homem seu papel de provedor e protetor, em especial de forma brutal, é a melhor forma de transformá-lo num monstro.


Mas da mesma forma como dificilmente heróis surgem no mundo real pela morte trágica dos pais, e sim isso apenas simboliza a superação do complexo freudiano e evolução de menino para homem, também dificilmente vilões são criados pela mera morte trágica da família, e sim por sua destruição simbólica. Dessa forma, o processo de dissolução familiar promovido pela cultura contemporânea dos "casamentos temporários" e pelas varas de divórcio tem sido hábil em fazer aflorar horrores onde outrora pais de família promovem atrocidades chocantes.
Tradicionalmente os símbolos, valores e sensibilidades que edificam o 'bom homem', aquele que assume a responsabilidade de sua conduta sexual saindo do estágio de 'aventureiro' para o de 'homem de família', pavimentam uma via de acesso a um papel socialmente útil, moldando todo um sentido existencial que se realiza acima de tudo na paternidade responsável.
Quando isso é subitamente removido, em especial quando não há um motivo claro que o justifique, a destruição desse sentido frequentemente é insuportável para a psiques mais fracas, com resultados trágicos, visto que todo o fundamento sobre qual esse papel social é construído desaba, abrindo as portas do caos mental de onde pode sair qualquer coisa.

Portanto, há nítida correlação entre os índices de divórcio e sobretudo de alienação parental, e a ocorrência de tragédias que tem sido recorrentes há alguns anos, sempre servindo de propaganda contra os males do "Patriarcado" quando é justamente da destruição deste que eles advêm.
A maioria das pessoas não tem individualidade suficientemente forte para se manter íntegra (em todos os sentidos possíveis) à revelia da coletividade. É justamente por isso que a humanidade é fortemente gregária e pouquíssimas pessoas se isolam efetivamente. Somos portanto dependentes de sólidas instituições sociais que dão sentido e propósito às vidas de quase todos.
Há mais de meio século uma das mais fundamentais dessas instituições tem sido sistematicamente vilipendiada e atacada por todas as forças do poder financeiro, midiático, intelectual e político estabelecidos, e o horror que a destruição dos papéis tradicionais tem fomentado vai muito além de meras tragédias isoladas, que ainda são usadas para legitimar ainda mais os processos de Alienação Ideológica que os causaram.
Ao indivíduo psicologicamente fragilizado, incapaz de fazer frente à todo o aparato estatal e político cooptado para propósitos de manipuladores sem qualquer compromisso com o bem estar social que colocam sociopatas em discreta posição de poder, só resta se render ou em casos mais isolados explodir, ao pior estilo "Um Dia de Fúria"!


OBS: 'Um Dia de Fúria' (Falling Down, EUA 1993) é um filme estrelado por Michael Douglas onde um cidadão atormentado pelo desemprego e pela alienação parental perde o controle e sai protagonizando uma série de atos extremos pelas ruas da cidade. Embora esteja longe de promover ações hediondas, estando até mais para heroicas ainda que com grande dose de aleatoriedade, o filme traz uma excelente imagem do drama do homem conservador contemporâneo pressionado pelas mais diversas e brutais forças psicossociais, traído pela corrupção dos ideais em que acredita, e usado e descartado pelo mesmo sistema que almeja proteger.


Marcus Valério XR é ativista da Ação Avante, agente operacional na CAESB, diretor do Sindágua-DF, Bacharel em Filosofia e Mestre em Ética e Filosofia Política pela UnB, músico, designer, escritor e membro da Dissidência Política do DF. Também é pai de duas moças e dois meninos.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

2018 e o futuro que nos espera


Se, para nós, o ano de 2017 foi um ano de crescimento, para o Brasil como um todo, do ponto de vista de políticas públicas, 2017 foi um ano de retrocessos e derrotas.

Em 2017, a CLT foi literalmente proclamada “fascista” e sepultada. Somos todos "fascistas" agora. De um só golpe, nossos direitos trabalhistas foram jogados no lixo, nossas aposentadorias correm o risco de sofrer o mesmo destino e nossa saúde e educação pública foram inviabilizadas com corte de gastos e, assim, também jogadas no lixo - juntamente com nossos valores e cultura, constantemente bombardeados por todo tipo de lixo da indústria de entretenimento e grande mídia - a mesma grande mídia que faz campanha a favor de todas essas "reformas" (seria melhor chamá-las deformas). 
Daí não se segue, contudo, que o balanço do ano tenha sido calamitoso para todos:  para banqueiros, juízes, bicheiros e políticos profissionais, as perspectivas são, de fato, animadoras. Porém, não é a esses que nós nos dirigimos.

Você, a depender do caso, talvez acreditou que as conquistas da Era Lula eram irreversíveis - não eram e a nação periga voltar a figurar no Mapa da Fome; você acreditou, talvez, que, com o impeachment de Dilma Rousseff, a situação melhoraria - não melhorou e a tendência é piorar; acreditou quiçá até na Lava Jato e hoje, quem sabe, acredita que Lula ou Bolsonaro poderão fazer algo contra a casta de oligarcas, barões da mídia, latifundiários, marajás do judiciário e banqueiros (e interesses do bloco atlantista e sionista) que operam o sistema e realmente nos governam.

Você, se depender deles, pulará de bico em bico como “microempreendedor individual”até os setenta anos de idade. Grávidas, a depender deles, terão de trabalhar em condições insalubres, como já têm - para não passarem fome enquanto seus filhos serão (mal) educados  para a vida de gado de trabalho sem direitos, consumismo endividado e promiscuidade, provavelmente sem perspectiva de estudarem em nível superior, mesmo que porventura tenham talento acadêmico.

Tal situação nos lança em um dilema que constitui uma falsa escolha para o povo - Bolsonaro tenta desesperadamente convencer o mercado de que não é nem um pouco nacionalista (mas o mercado não perdoa nenhum deslize) e Lula, com as benção de Renan Calheiros e Sarney busca qualquer tipo de conciliação para poder ser candidato. De qualquer forma, nesse momento, o "centro" liberal, com apoio da grande imprensa, se lança em campanha contra Lula e Bolsonaro: o objetivo é nos empurrar um fantoche liberal "de centro" ainda pior do que ambos - um boneco de cera ao estilo do francês Emmanuel Macron ou de Maurício Macri. Alguém com o perfil de um Doria ou Luciano Huck ou nulidade semelhante.

Em 2017, talvez a ficha tenha caído para você – se ainda não, uma hora ela cairá: este é o momento de construir uma grande frente anti-liberal pela soberania do país, em defesa das mães e pais de família, das viúvas, dos aposentados e dos trabalhadores. Hoje é o índio, o posseiro rural, o quilombola, o policial, o professor – amanhã será você. Não nos importa se você é conservador, stalinista, populista, “fascista”: só o que nos importa é o quanto está disposto a lutar pela dignidade humana e pelos seus descendentes e a permanecer de pé em meio às ruínas que nos cercam.




A Dissidência-DF deseja a todos um 2018 de lutas.
























Balanço de 2017



A Dissidência-DF (clique para nos conhecer melhor) surgiu da parceria de células da Nova Resistência Brasil e da Ação Avante e simpatizantes no Distrito Federal e Entorno. Surgiu da aliança de nacionalistas, socialistas patrióticos, tradicionalistas, comunitaristas: dissidentes – superando a dicotomia “esquerda” e “direita” contra o liberalismo e o globalismo e as doenças do mundo moderno. Nossas atividades de forma conjunta se iniciaram em 2017 e de lá para cá nós crescemos, adquirimos novos membros, camaradas e colaboradores e multiplicamos nossas ações. Somos estudantes, professores, servidores públicos, sindicalistas, artistas, homens, mulheres e trabalhadores – dissidentes, sobretudo. 

Destacamos abaixo algumas ações realizadas no ano que passou:

Organizamos a palestra “Desmistificando a Coréia do Norte”, que ocorreu no dia 26 de maio no auditório do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília, com falas do missionário Ivens Luis - clique para assistir (que realiza missões no país), do jornalista Pedro Oliveira - clique para assistir (que visitou a Coréia), do conselheiro cultural da embaixada norte-coreana Myong Chol e do estudante norte-coreano Myong Kum Song - clique para assistir (então aluno do curso de Direito na UnB).



Esse evento contou com o auditório lotado (mais de 100 pessoas presentes) e foi pioneiro por seu caráter apartidário e por contar com relato de liderança cristã sem relação com organizações de esquerda - relato esse que contextualizou e desmistificou diversas facetas da sociedade norte-coreana.



De lá para cá, temos estreitado nossos contatos e nossa amizade com o povo norte-coreano, um exemplo de patriotismo e defesa de sua soberania que deveria ser imitado por todos os nacionalistas, sejam conservadores ou de esquerda, quer se goste da ideologia Juche ou não (clique para entender melhor).





Também marcamos presença, em 21 de junho de 2017, no lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania – iniciativa patriótica presidida por Roberto Requião. Fomos ali representados por nossos camaradas Tácio Reis e Marcus Valério, que discursou no Plenário da Câmara dos Deputados - clique para assistir.




Nossos camaradas têm ainda marcado presença em audiências públicas, comissões, manifestações, debates e ainda nas ruas, protestando e combatendo o liberalismo em suas vertentes econômica, política e cultural - e buscando construir alternativas comunitaristas e soberanistas para o Distrito Federal e o Brasil.

Nós da Dissidência-DF e nossos camaradas em diferentes Estados do Brasil temos estabelecido diálogo e parcerias com organizações patrióticas e contra-hegemônicas - nacionais e internacionais.

 A Dissidência-DF incomoda. 

Essas são apenas algumas das nossas ações de 2017 que aqui destacamos. Mas queremos e iremos fazer muito mais em 2018. Somos um grupo do Distrito Federal, mas não estamos sós: nós nos multiplicamos.



A Dissidência-DF deseja a todos um 2018 de lutas.












domingo, 14 de janeiro de 2018

O problema da esquerda de nosso tempo vai muito além de suas ideias.





 Quando falamos em esquerda como espaço do espectro político, seja nacional ou internacional, nos vem à cabeça diversos conceitos que estão ligados às tradições desse movimento. Em sua grande maioria, esses conceitos estão atrelados a questões trabalhistas, de defesa dos interesses da nação, de contraposição ao colonialismo e à escravidão assalariada, entre outros. No Brasil, ocorre um problema muito grave ao se tentar associar o que nossa esquerda se tornou com os seus antepassados revolucionários. Por um lado, a dita direita (que, diga-se de passagem, merece uma crítica como essa para o seu comportamento) vive na fantasia de que a esquerda revolucionaria comunista do início do século XX ainda existe e tenta implementar a sua agenda. Bem, gostaria eu que isso fosse verdade, mas infelizmente não é!
Uma coisa precisa ser objeto de reflexão, tanto dos ditos de direita quanto dos próprios comunistas de bem que se mantém conectados com as ideias tradicionais do leninismo: a esquerda comunista foi derrotada e dificilmente se reerguerá novamente – tanto pelas falhas dos momentos finais das experiências socialistas, quanto pelas investidas certeiras do liberalismo e sua propaganda, o ideal comunista em nível global foi completamente mitigado. Salvo em raras exceções (como no caso da Coreia Popular, que conseguiu se imunizar contra a era mais brutal da disseminação das ideias do estilo de vida do capitalismo), dificilmente uma agenda messiânica, como o ideal de revolução internacional comunista (que, na prática, se apresenta tão distante do povo no geral), conseguirá combustível para o seu motor revolucionário – ao menos não nos moldes do assalto ao estado e na instituição de um Estado socialista com economia planificada. Seja vermelha, azul ou amarela, a superação do liberalismo precisará ser nacional!

Mas, afinal de contas, qual o problema da esquerda do nosso tempo? Após entendermos um pouco que a nossa questão não é contra uma esquerda que já está morta, poderemos nos dedicar à compreensão do que é a esquerda brasileira em seu cotidiano interior e como seu comportamento é peça central de seus problemas.

Eu, durante aproximadamente três anos, entre os meus dezoito e vinte um anos, militei pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B). Quando entrei no partido, eu estava deslumbrado estudando a história do movimento comunista do século XX. Lia Marx, Lenin, Stalin, Mao, Hoxha etc. Porém, com o decorrer do tempo, fui vendo que nada do que estudava eu conseguia ver ou ao menos debater na prática cotidiana do partido. Eu, obviamente, acreditei inicialmente no discurso de que a prática precisava as vezes ocupar o lugar da teoria para que pudéssemos nos desenvolver e expandir as nossas ideias – mas que ideias? Durante o tempo em que militei, tanto pelo partido quanto pelo seu braço de juventude, a União da Juventude Socialista, me esforcei para tentar melhorar a situação que me incomodava. Junto com um camarada que compartilhava dos mesmos sentimentos, apresentamos algumas propostas e críticas – como para a criação de um grupo de estudos na juventude do partido – às lideranças.

Inicialmente as propostas até eram aceitas, apesar dos tons irônicos ao se referirem a nós como os “comunas” (pensava eu que todos em um partido comunista seriam “comunas”). Na prática, o resultado seria muito mais previsível não fosse minha ingenuidade com relação ao que era aquele partido e o que queriam aquelas pessoas. Nas poucas oportunidades em que reunimos o grupo de estudos, ficamos mais tempo discutindo questões como remover Stalin das leituras para não assustar as pessoas e agilizar o debate para todos poderem ir para o bar “socializar”. No Partido em si a coisa não mudava muito. Apesar de ter conhecido boas pessoas que tinham boas intenções, a falta de formação e de identidade do partido com seus laços históricos me incomodavam muito, a ponto de em uma ocasião, debatendo com um membro da direção regional do partido, o mesmo dizer não saber o que era União Soviética. Mas, afinal, para que contei tudo isso?

sábado, 6 de janeiro de 2018

A atual música 'pop' brasileira é inimiga do povo!


A polêmica vazia mais recente envolve a cantora Anitta e seu novo vídeo-clipe “Vai, malandra”. Embora insignificante e passageira, ela é sintomática de muito e apenas por isso lhe dedicaremos atenção, a título de exemplo. Falaremos desse vídeo-clipe, mas poderia ser outro dentre vários. Celebrado por boa parte da esquerda como símbolo da emancipação feminina e criticado em uníssono pela direita por sua imoralidade aberrante, o vídeo-clipe e a música em si não apresentam senão mais do mesmo. É exatamente o mesmo modelo rítmico e harmônico de qualquer outra música do gênero, de qualquer outra cantora ou cantor, de qualquer outro ano anterior e que, provavelmente, será esquecido assim que uma nova Anitta seja mais uma vez manufaturada pelo mercado. O que de interessante se pode falar deste vídeo?

Uma rápida pesquisa pela internet mostrará que o vídeo-clipe "Vai Malandra" da Anitta foi filmado pelo diretor e fotógrafo americano Terry Richardson, indivíduo denunciado inúmeras vezes por assédios e abusos sexuais envolvendo inclusive menores de idade e, por isso mesmo, já boicotado por várias empresas, como a Vogue, após a repercussão negativa em torno do seu nome (vide, por exemplo, aqui - em inglês. Aqueles que não lêem inglês poderão fazer uso de qualquer programa de tradução automática para ter uma ideia de que se trata).
Acumulam-se denúncias, desde 2001, de que T. Richardson tentou alcoolizar e drogar modelos adolescentes durante sessões de fotos, que mostrou a genitália, que chegou a pedir a uma modelo que lhe fizesse chá com o absorvente íntimo e toda sorte de imundície. Famoso pelas fotografias polêmicas e pornográficas, frequentemente com temática blasfema ou satânica (ele gosta de fotografar modelos com bodes, pentagramas e bizarrices do tipo), Richardson, que trabalhou com Miley Cyrus, entre outras artistas, é um retrato bem acabado da decadência da indústria de entretenimento. Exatamente como ocorre com as denúncias mais recentes envolvendo celebridades de Hollywood, indústria fashion e fonográfica, isso é apenas a ponta do iceberg em uma indústria imersa em exploração e comportamento sexual predatório, uma indústria, aliás, bastante entrelacada com a indústria de exploração sexual/prostituição propriamente dita. Há indícios de que algumas bandas e grupos musicais pop são parte de redes de prostituição/tráfico sexual.

Terry Richardson


"Empoderada" o quanto seja, Anitta aparentemente não se importou com nada disso e não teve problemas em trabalhar com tal indivíduo - um degenerado claramente predador sexual. 

Anitta faz parte dessa mesma indústria internacional. "Estourou" em 2013, após assinar um contrato com a Warner; o vídeo-clipe de seu primeiro sucesso, "Meiga e Abusada", do qual ninguém hoje se lembra mais, foi filmado em Las Vegas, dirigido pelo diretor americano Blake Farber, que trabalhou com Beyoncé também.











Quanto ao vídeo-clipe em si, que conta com a participação do rapper americano Maejor, é, já o dissemos, idêntico a tantos outros de hip hop e pop norte-americano: mulheres rebolam, andam de quatro e cantam seus dotes - Malandra, naughty girl, "cachorra", "fergalicious" (alguém ainda se lembra disso?), "popozuda"... Miley Cyrus, Beyonce, Anitta. Tanto faz. Que isso paute discussões políticas polarizadas no Brasil e em vários outros países já é um indício do nosso status colonizado pelo liberalismo econômico, político e cultural.

Charge de Vini Oliveira. Fonte: https://vinioliveiracharges.wordpress.com/tag/beyonce/

No vídeo-clipe de Anitta, sucesso internacional, o rapper Maejor canta, em inglês, interagindo com a brasileira, o seguinte: "Brazilian baby, you know I want ya/Booty big, sit a glass on it/See my zipper/put that ass on it". O trecho é vulgar demais para ser traduzido, mas diz respeito a nádegas e zíper e uma moça brasileira.

Como bem observou o internatuta Everton, em uma publicação que foi bastante compartilhada no Facebook, o Brasil é o segundo maior destino de turismo sexual no mundo, só perdendo para a Tailândia, e a cidade do Rio de Janeiro é assim vendida em sites de viagens - isso envolve também prostituição infantil.

O contexto de tal canção "polêmica" é esse. Não existe autenticidade naquela produção como não há em tantas outras, senão apenas um conformismo em aproveitar a moda mais recente e se autoprojetar por alguns meses ou poucos anos até inevitavelmente desaparecer em meio a uma overdose de dólares. Música? A última preocupação, nesse caso, é a música. Seu poder político é esquecido, seu caráter catártico é ignorado. 

O conceito de “indústria cultural” é, assim, perfeitamente aplicável nesse e em tantos outros casos em que a padronização estética é senhora e reina soberana acima de qualquer preocupação mais reflexiva e que possivelmente poderia espelhar realidades culturais de maneira mais autêntica, criativa, livre e independente. O argumento da esquerda, que favorece essas manifestações artísticas, é o de que, em certa medida, um fenômeno mercadológico como Anitta serviria de corifeu para as diversas realidades sofridas da favela, apagadas por discursos burgueses que tem, e sempre tiveram, maior prestígio entre a classe alta brasileira, como Chico Buarque ou Tom Jobim. Diante do exposto até agora, julgue o(a) leitor(a) o que pensa a respeito.

A produção cultural e artística no Brasil ajoelha-se de fato diante dos mesmos senhores que a dominam, regulam-na e sobre ela exercem controle xamânico no mercado globalista estrangeiro, sobretudo e principalmente o norte-americano. Esse é o resultado de um projeto imperialista bastante amplo e antigo, cujas raízes estão fincadas no seio de nossa cultura e de nossa própria noção de realidade, sempre ridiculamente guiada pela bússola do consumo de massa dos países capitalistas mais industrialmente avançados.

O imperialismo, como pode-se facilmente constatar na literatura sobre o assunto, é bastante abrangente e não se limita tão somente à esfera política e econômica em seu campo de atuação dentro das civilizações subjugadas ao redor do globo. De maneira ainda mais brutal e dolorosa, por vezes covarde e cínica, impõe forçosamente valores e práticas culturais e inadvertidamente proíbe outras, rotulando-as conforme seus próprios princípios e cosmovisão interna ao sabor dos ventos da época. É muito fácil observar tal dominação numa situação colonial de imposição de determinada religião e proibição de determinados cultos, por exemplo. Menos óbvia é a faceta imperialista presente na hegemonia atlantista na indústria cultural, nas "séries", mídias sociais, cinema, moda etc que moldam e reconfiguram nossa cosmovisão e nossos padrões de comportamento e consumo - hegemonia cultural essa que foi tão combatida pelo infelizmente já falecido Ariano Suassuna.


Assim, realmente não estamos livres dessas mesmas correntes, que ainda fatalmente aprisionam, por exemplo, o universo musical e (tele)dramático, onde os padrões impostos são os mais baixos possíveis e se configuram como uma cópia barata das produções norte-americanas.





A atual música pop brasileira, aquela que é a mais divulgada e apoiada pela mídia, que aparece nas novelas e é infinitamente martelada em propagandas por todos os lados, é um filhote gigantesco do projeto de imperialismo cultural criado e mantido pelos Estados Unidos da América como parte de sua dominação histórica, política e social, impondo padrões fixos e temáticos que, em sua maioria, servem somente à alienação popular e ao emburrecimento geral das massas.

O poder crítico e autônomo de uma canção popular praticamente se perdeu e mesmo a qualidade lírica está quase completamente desaparecida de nosso atual cenário musical dominado pela indústria. A língua portuguesa, que vem sendo maltratada por tanto tempo, está praticamente irreconhecível e não é simplesmente um acaso pontual, é engenharia social contrarrevolucionária. É um projeto de encolhimento mental das famílias, que só conseguem consumir entretenimento que verse sobre os mesmos assuntos absolutamente irrelevantes de sempre. Isso é facilmente verificável nos canais televisivos e nas estações de rádio. Os temas são os mesmos, os padrões são os mesmos, os métodos são os mesmos. A fórmula, como vimos, é bastante simples. Uma mulher de corpo escultural cantando sobre seu comportamento sexual desgovernado ou um homem qualquer se vangloriando de suas conquistas amorosas ou do seu carro novo. É uma inominável degeneração e alienação o que se tornou a música popular brasileira.

Seria um ato de resistência revolucionária nesses tempos sombrios saudarmos nossos grandes compositores populares, aqueles que reuniram crítica social, beleza lírica e harmônica, sabiam manejar e tratar bem o idioma, jamais abandonaram suas raízes culturais ou tiveram vergonha, pelo contrário, se apropriaram delas e foram vanguardistas de movimentos que entraram para a história como efetivamente brasileiros e que não se encontra em NENHUM outro lugar do mundo! É mais pura resistência anti-globalista! Noel Rosa, Cartola, Garoto, Vinícius de Moraes, Pixinguinha, e tantos outros, são filhos autênticos das inúmeras equações sociais que formaram a cultura brasileira e eles mesmos se tornaram absolutamente únicos, com seus próprios estilos pessoais, com suas inconfundíveis assinaturas poéticas.

Clementina de Jesus é voz da favela!
Cartola é voz da favela!




Nós, da Dissidência Política do DF, observamos com profundo pesar a ascensão de manifestações artísticas tão pobres, acríticas e inexpressivas. Saudamos, esses sim, os verdadeiros artistas brasileiros que não se curvaram ao poder imperial dos acachapantes padrões mundiais e mantiveram firmes suas posturas em defesa da cultura nacional!

Iniciativa popular solidária - laços orgânicos de vizinhança



Moradores da QNM 40 de Taguatinga e da QI 28 do Lago Sul deram um louvável exemplo de organização popular espontânea e solidária que agregou suas vizinhanças num projeto ornamental de ambientes com temas natalinos abertos ao público, que reúnem grande número de interessados, incentivam donativos e até movimentam a economia local.

Num caso a iniciativa partiu de um aposentado que disponibilizou sua própria casa para visitação, noutro, de uma ação de vizinhança que transformou uma praça pública numa impressionante Vila de Natal, liderada por uma "prefeitura" popularmente instituída, sem vínculo com a estrutura burocrática política estatal, o que mostra o quanto uma organização voluntária de populares é capaz de produzir sem esperar pelo Governo do DF.

Com quase três milhões de habitantes, o Distrito Federal não possui uma típica estrutura municipal orgânica, não havendo verdadeiras prefeituras ou câmaras de vereadores, mas sim uma única Câmara Legislativa Federal com meros 24 deputados. Enquanto pequenos municípios podem ter cerca de um vereador para cada mil habitantes, cidades do DF com meio milhão de pessoas não possuem qualquer representação direta, gerando um vácuo administrativo que a distante CLDF não consegue preencher.

Mas esse vazio sempre pode ser preenchido pela iniciativa popular, e tais exemplos deveriam inspirar mais cidadãos a se organizarem espontaneamente, solucionando carências de suas comunidades e estreitando laços entre vizinhos, que em muitos bairros de Brasília são reconhecidamente tênues devido ao caráter artificial e inorgânico de formação da cidade.

As datas comemorativas tradicionais são excelentes oportunidades para mobilização em prol de iniciativas muito mais realizadoras que aquelas derivadas da mera administração pública muitas vezes com fins eleitoreiros.

Que mais ações como essa surjam, que mais habitantes do DF assumam uma cidadania orgânica engendrando novas tradições locais, e que o espírito natalino e perspectiva de um novo ano estreite os laços de solidariedade entre o povo.

A Dissidência Política do DF deseja a todos um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO NOVO.


(Texto originalmente publicado em 23 de dezembro de 2017)